Casamento comunitário organizado em Itaúna reúne 300 pessoas

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Itaúna realizou no último sábado, 2 de setembro, um casamento coletivo, que formalizou a união de 50 casais que residem na comarca. Primeiramente, às 13h, os noivos participaram da celebração religiosa, que aconteceu em duas igrejas – na Matriz de Sant´Ana ou na Igreja Batista Betel. Em seguida, os casais ganharam o transporte até o Poliesportivo da Universidade de Itaúna, onde foi realizada a cerimônia civil, às 14h30.

O casamento coletivo reuniu cerca de 300 pessoas, contando os casais, as testemunhas, crianças que atuaram como damas e pajens, além de familiares e amigos.

Para participar do casamento, os casais se inscreveram previamente, recebendo isenção das taxas cobradas pelo cartório. Tiveram prioridade os casais de baixa renda que já viviam juntos, em união estável e com filhos.

 

Bolo

 

Para que a cerimônia civil fosse acompanhada de um momento de celebração em família, a equipe do Cejusc encontrou parceiros e patrocinadores, entre profissionais e empresários da cidade. Cada casal foi presenteado com um bolo e dois refrigerantes. Decoração, espaço para as cerimônias, transporte da igreja até o poliesportivo e uma foto também foram presenteados aos noivos.

Para que o casamento seguisse a tradição, a equipe do Cejusc também negociou e conseguiu um desconto de 60% para o aluguel dos trajes. Assim, cada casal desembolsou R$ 140 para alugar o vestido de noiva, o terno e a roupa da dama de honra ou do pajem. Durante a cerimônia civil, também houve sorteio de brindes.

O casamento comunitário marcou o início do funcionamento do Cejusc Cidadania na Comarca de Itaúna, onde, desde novembro de 2013, já funcionam os setores pré-processual e processual. “Considero esse projeto muito importante para a cidade de Itaúna, pois ele agregou igrejas, empresários, voluntários, órgãos públicos e a universidade. Todos participaram de cada etapa, o que permitiu a realização do casamento religioso com efeito civil para 50 casais”, explicou a juíza Solange Maria de Lima Oliveira, diretora do foro e coordenadora do Cejusc de Itaúna.

 

 

 

 

 

Sonho

 

A magistrada explica que o projeto do casamento comunitário surgiu da constatação de que muitos casais procuravam o serviço de registro civil de pessoas naturais interessadas em formalizar o casamento. Contudo, por falta de condições financeiras, muitos desistiam sem concretizar o sonho de vivenciar uma cerimônia religiosa e civil.

Segundo a juíza, durante a organização do casamento, muitas pessoas procuraram o Cejusc para oferecer seus serviços, interessadas em participar de forma voluntária da iniciativa.

O casamento comunitário foi realizado com o apoio da Corregedoria-Geral de Justiça, do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, da Prefeitura Municipal de Itaúna, das igrejas católica e evangélica, do Rotary Cidade Educativa, de empresas privadas e da Universidade de Itaúna.

 

 

 

 

 

 

FONTE: Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG

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