Pela fé, devotos atravessam fogueira de São João descalços no Centro-Oeste de MG

Em comunidade de Carmo do Cajuru, dezenas de fiéis cumprem o ritual tradicional.

 N a noite de São João, comemorada neste sábado (24), fogueiras aqueceram multidões em meio a festas que vararam a noite em homenagem ao santo. Uma das tradições mais fortes na comunidade de Estiva, em Carmo do Cajuru, é atravessar descalço nas brasas da fogueira, em sinal de fé.

O G1 conversou com três devotos de São João Batista. Eles contaram nunca se queimado porque no momento da travessia intensificam as orações. Os passos na brasa significam ainda renovação da crença nos milagres do santo.

O comerciante Paulo Sérgio Rabelo Peixoto é um dos devotos que, há mais de cinco anos, atravessa a fogueira de São João na comunidade. Ele garantiu que nunca se queimou. Ele compartilha a tradição em família e vários sobrinhos já começaram a atravessar descalços a fogueira.

“Eu nunca me queimei e várias pessoas da minha família também não. A gente sabe que é uma tradição, todo mundo mais antigo na comunidade passava e a gente via aquilo e começou a atravessar também. Parece estranho, mas não queima nada. Tenho certeza que tem uma ligação muito forte com a fé, porque é brasa viva mesmo”, contou.

Peixoto disse que são dados geralmente 10 passos até o fim da travessia, que ocorre devagar. Todos os anos que pode, faz questão de atravessar, mesmo com o medo que, às vezes, é inevitável. “Ficar com medo a gente fica toda vez, na verdade. Mas pela fé a gente vai e o resultado é que não queima”, destacou.

Ryan Pietro tem 19 anos e há três atravessa nas brasas da fogueira de São João. Ele contou que a travessia envolve mesmo a fé e devoção, mas acima de tudo, coragem.

“A fé encoraja a gente. Essa é uma tradição de família, meu pai sempre passava e a gente via que ele nunca se queimava. Na primeira vez que passei, foi por pura curiosidade, para ter a sensação de atravessar na brasa. Mas desde a primeira vez eu nunca me queimei. O pé nem fica vermelho, mesma coisa de estar andando normal no chão. É um momento de renovar a fé, um momento que celebra a fé e a coragem de cada um”, afirmou.

FONTE: G1

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