Entenda quais são as mudanças no Enem 2017

Cerca de 7,5 milhões de estudantes são esperados para realizar as provas nos dias 5 e 12 de novembro

As mudanças do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram definidas depois do resultado de uma consulta pública realizada com mais de 600 mil pessoas, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2017, pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A principal alteração foi feita nos dias da aplicação das provas, que serão realizadas em dois domingos seguidos (em 5 e 12 de novembro neste ano), e não mais em um único fim de semana, como antigamente.

Essa medida favorece aqueles candidatos que por motivos religiosos não podem fazer nenhuma atividade produtiva até o início da noite de sábado. De acordo com o MEC, eles acessavam o local da prova no mesmo horário dos demais, mas só começavam a responder as questões às 19h. No ano passado, 76 mil pessoas esperaram mais de 5 horas para iniciarem os testes.

Para atender ao desejo da maioria dos indivíduos que participou da pesquisa, a redação será realizada não mais no segundo dia de aplicações dos testes, mas no primeiro, acompanhada das disciplinas de linguagens, códigos e ciências humanas e suas tecnologias. Os candidatos terão 5h30 para finalizar as questões. Na semana seguinte, as perguntas a serem respondidas serão sobre matemática e ciências da natureza e suas tecnologias, com 4h30 de duração.

“Para mim, as mudanças deste ano foram positivas. Por ser em dois domingos, acredito que dá para fazer uma revisão a mais nos conteúdos, principalmente na última data, em que são focadas as matérias de exatas”, afirma o estudante Leonardo Rodrigues, 20.

Alteração. Para proporcionar aos vestibulandos a realidade encontrada no dia do exame, alguns centros de ensino se adequaram ao novo momento. “O nosso preparatório fez adaptações: aplicamos o simulado no mesmo formato da prova do Enem, em dois domingos, com o mesmo horário de início, tempo de duração e ordem das disciplinas. Além disso, estamos trabalhando a ansiedade e o emocional dos alunos, reconhecendo o espaço de uma semana entre as provas. O nosso intuito é treiná-los e garantir maior tranquilidade para um bom desempenho nos dias de prova”, destaca o professor de geografia da Rede Chromos de Ensino, Lindemberg Gusmão.

Novidades. Até o ano passado, os candidatos recebiam o cartão de resposta separado da prova e faziam a identificação com a cor do respectivo teste. Agora, eles receberão ambos identificados com nome e número de inscrição. “O estudante vai se sentir extremamente confortável por poder realizar a prova identificada, devido ao reforço da segurança”, ressalta a presidente do Inep, Maria Inês Fini.

Outra mudança é que, a partir de agora, o Enem deixa de certificar o ensino médio, o que volta a ser feito pelo Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos (Encceja). Além disso, um novo recurso de acessibilidade começa a ser oferecido em caráter de experiência. Os participantes surdos ou deficientes auditivos poderão participar de aplicação experimental de um dispositivo em vídeo contendo questões traduzidas em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Outra alteração é em relação ao tempo adicional, que não poderá mais ser solicitado na hora da prova, mas apenas no ato da inscrição. A inclusão da opção “outra condição específica” também é novidade e contemplará participantes que não se enquadram nos requisitos necessários ao atendimento especializado, mas precisam de algum recurso para a prova, considerando um rol de doenças.

Para reduzir o número de faltas, aqueles que conseguiram inscrição gratuita em 2017 e não comparecerem à prova sem justificativa perderão o benefício no ano seguinte. O Inep estima a participação de 7,5 milhões de estudantes. O resultado das provas será divulgado em 19 de janeiro de 2018.

FONTE: O TEMPO 

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