Câmara de Carmo do Cajuru julga nesta semana processo de cassação de vereador preso por pedofilia

Após três meses da prisão do vereador Carlos Anderson da Silva, o “Carlos Henrique da Rádio” (PDT), em Carmo do Cajuru, por suspeita de pedofilia, o caso ganhou novas informações.

Atualmente, Carlos Henrique está preso em Pará de Minas, na Penitenciária Pio Canedo, sendo transferido após ter problemas de segurança pessoal no Presídio Floramar, em Divinópolis.

Carlos foi apresentado no dia 08 de março, quando foi preso após 40 dias de investigação. A denúncia por pedofilia partiu de uma professora das vítimas. Carlos Henrique é natural de Bom Despacho e veio para Carmo do Cajuru há 13 anos. Ele é locutor de rádio e muito conhecido na cidade. Foi o vereador mais votado na última eleição municipal, com 674 votos. A reportagem entrou em contato com o presidente da Câmara, vereador Adriano Nogueira da Fonseca (PSB), o julgamento da cassação do mandato deve acontecer nesta quarta-feira (14), na Câmara Municipal de Carmo do Cajuru, às 18h. Atualmente, a vaga de Carlos Henrique é ocupada pelo suplente, Sebastião Faria Gomes.

Em março, o suspeito foi preso em casa e no imóvel foram apreendidos computadores, pendrive e dvds com conteúdo pornográfico. Sobre a investigação, que terminou um mês após a apresentação do investigado, o delegado da Polícia Civil de Carmo do Cajuru, Weslley Amaral de Castro, após a divulgação do caso, o número de vítimas aumentou. “Ao final da investigação, com ajuda da imprensa, órgãos de comunicação, várias outras vítimas apareceram. Uma investigação que partiu de cinco vítimas, resultou ao final de pelo menos 15 vítimas. Vítimas que vão desde quatro anos até 13 anos de idade. Vítimas que foram vilipendiadas pelo investigado há 10 anos atrás. Foi uma investigação um pouco complexa, que resultou em 15 indiciamentos por estupro de vulnerável e mais seis pelo crime de satisfação de lascívia mediante presença de adolescente ou criança”, disse.

Ainda de acordo com o delegado, a pena que poderá ser aplicada ao investigado dependerá de procedimentos adotados pelo Ministério Público e pela Justiça. “Se serão somadas as penas, no chamado crime de comum material ou ainda o crime continuado, o qual se acrescenta uma porcentagem a pena. Se forem somadas as penas, facilmente a pena ultrapassará os 100 anos. Agora, caso seja somada, ainda assim, possivelmente chegará a uma pena de pelo menos 30 anos”, explicou.

FONTE: SISTEMA MPA

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